Pra quem gosta de ler, ver e ouvir - e outras coisas do tipo.

domingo, 11 de julho de 2010

Faz um ano...


Tá certo ... Eu sei que ficou meio fora da época, mas estava tudo meio corrido, e não deu pra postar antes...

Em 25 de junho fez um ano que ele morreu, e eu nem me dei conta da data. Será que ele realmente ainda fazia alguma diferença ao mundo das pessoas normais, ou simplesmente vivia de sua “famosidade” do passado, que engloba tanto música como filmes, mesmo que ambos de gosto duvidosos.

Em primeiro lugar vamos deixar bem claro uma coisa: Eu não gosto de Michael Jackson, nunca gostei, nunca assisti ao Moonwalker por que eu não tive o menor interesse, nem quando passava repetidamente no cinema em casa muito menos depois que ele morreu. Porém respeito o lado artístico que representou muito musicalmente no final dos 70 e ao longo dos anos 80. Que é exatamente isso que deve ser ressaltado, sim, ele era um prodígio musical que se destacou entre seus irmãos, mas você há de convir comigo que ser o principal frontman do grupelho do Sr. Joe Jackson facilitou bastante né?

Vamos creditar na conta do pequeno Michael a responsabilidade da popularização dos vídeos clipes com a MTV (reparem na ausência de juízo de valor), do padrão de qualidade musical que ele estabeleceu (novamente, eu nunca gostei da música dele, mas respeito sua importância), ou mesmo podemos dizer que ele foi o primeiro que realmente se aproveitou do circo criado em volta das celebridades como pessoas acima do bem e do mal. Estamos aqui falando a respeito de um artista que vendeu por volta de 750 milhões de álbuns ao redor do mundo, ganhou 13 prêmios Grammy e tem uma legião enorme de fãs.

Enfim, até agora foram destacadas as coisas boas de uma carreira que pode se dizer que chegou ao auge em 1982 com o lançamento de “thriller” , e como diz o ditado, depois do auge, tudo o que vem é decadência. Pode-se dizer que o Sr. Michael Jackson virou refém de sua própria excentricidade a partir do momento que não produzia nada relevante musicalmente. Isso quer dizer que ele tentava chamar atenção de outras maneiras, como comprar uma mansão e batizá-la de Nerverland ( em tradução Terra do nunca em referencia ao Perter Pan), saindo de aviões usando máscaras, ou mesmo se casar com a filha do Elvis (não sei se existe algo mais folclórico do que isso), mas o pior de tudo mesmo foi quando ele segurou o filho dele ainda bebê pra fora da sacada de um prédio.

A partir do final dos anos 80 e começo dos 90, ele foi tomado por um sentimento megalomaníaco com a turnê mundial Dangerous e efeitos incrivelmente inovadores para clipes de músicas não tão boas assim. É praticamente um dever ressaltar aqui, que Michael Jackson foi um grande artista, mas isso tudo contextualizado dentro do seu tempo, infelizmente ele ficou datado e não conseguiu acompanhar o turbilhão temporal.

Infelizmente para seus fãs, Michael Jackson não produzia nada de relevante para a música a mais de 15 anos, se reservando um lugar na mídia somente nas colunas sociais de fofocas com as constantes acusações de pedofilia, o tratamento pouco usual que ele reservava aos seus filhos, sua repentina mudança de cor de pele, seu nariz de massinha ou a constante promessa de uma volta triunfal.

Essa mesma volta triunfal foi uma justificativa para ele voltar a mídia, quando em meio aos ensaios para a grande turnê de 50 shows em Londres, ele morreu sem ter feito uma única apresentação. Deixando seus fãs a ver navios!

A partir disso, o que se viu foi o circo que era sua vida ser elevado a enésima potência. Pra começar a causa da morte não está devidamente esclarecida até hoje, seu médico particular está sob investigação devido aos remédios que ele receitava, todos em alta dosagem, o que pode levar a uma overdose acidental, até hoje existem pessoas que contestam o paradeiro do corpo, questionando se ele realmente está no cemitério de Forest Lawn. A cerimônia de despedida no funeral foi um verdadeiro show, reunindo diversos tipos de celebridades incluindo os próprios filhos de Jackson, que raramente saiam de casa e nunca sem suas máscaras fazendo discursos em cadeia nacional, ou até o próprio senhor Joe Jackson anunciando em pleno funeral seu mais novo selo musical (quer melhor propaganda do que essa??).

E como se não bastasse, nesse último ano, os Jackson estão ensaiando uma volta dos Jackson’s 5. Mas peraí, sem o astro da companhia?? Como eles vão se chamar, Jackson’s 4???

Faça-me o favor, já não basta o próprio Michael Jackson não se sustentar a altura do seu pretenso talento, agora temos que engolir todos os aproveitadores, inclusive o próprio pai da criatura que acreditava na linha dura com seus filhos e até foi acusado de maus tratos contra seus filhos, e agora quer uma fatia do bolo do falecido, isso por que alguns cálculos foram feitos e a morte dele rendeu aproximadamente 1 bilhão de dólares entre CDs, direitos de músicas( as pessoas gostam de ressaltar que ele tinha boa parte do catálogo dos Beatles,o que causou uma “pequena” divergência com Sr. Paul McCartney), ou desse pseudo documentário dos ensaios “da maior turnê que nunca aconteceu” . Todo esse dinheiro veio em hora certa, já que algumas pessoas alardeavam que ele poderia declarar falência a qualquer momento devido a dívidas que chegavam a 500 milhões de dólares.

Na verdade o que deve ser discutido nesse casso é se Michael Jackson ainda tinha alguma relevância dentro do mundo da música, ou se sua morte foi uma fatalidade extremamente bem aproveitada por seus agentes e empresários para tirar o pé da lama!

Pode-se dizer que dessa vez ele conseguiria voltar ao topo, mas essa é uma pergunta que nunca saberemos a resposta, ao mundo da música só resta se agarrar a influência deixada por ele e tentar criar o próximo fenômeno que tentará ser o substituto.

Vide as palavras de outro gênio: “ É melhor queimar de uma vez , do que desaparecer aos poucos” ( Acho que é isso !).

PS: Diante de tanto teatro feito com isso e transformado num evento, não ficaria surpreendido caso ele aparecesse vivo daqui a algum tempo. (Viajei né???!!)

terça-feira, 6 de julho de 2010

Cinema - 1988

Depois de um tempinho, retomo meu saudosismo ao cinema dos anos 80. Os mais bacanas de 1988:

A Insustentável Leveza do Ser (The Unbearable Lightness of Being)

Baseado no livro checo (cujo nome é deveras complexo) publicado em 1984, por Milan Kundera. O romance se passa na cidade de praga em 1968. Virou filme em 1988, dirigido por Philip Kaufman e conta a história de um jovem cirurgião chamado Tomas (Day-Lewis), que está determinado a levar a vida de maneira alheia a quaisquer compromissos ou ideologias políticas. O filme traz ainda Juliette Binoche e Lena Olin, em um dos triângulos amorosos mais quentes do cinema. Foi indicado ao Oscar por Melhor Fotografia e Melhor Roteiro Adaptado.


Os Fantasmas se Divertem (Beetle Juice)

Essa comédia dirigida por Tim Burton, traz Geena Davis e Alec Baldwin como um casal recém falecidos que contrata um sujeito nada normal - o Beetle Juice (Michael Keaton) - para expulsar os novos moradores de sua velha casa. O filme, muito divertido, fez tanto sucesso que acabou levando uma série de desenhos para a televisão. Vê só:







Quero ser grande (Big)

Conta a história de um garoto que, depois de ser humilhado por uma garota que o acha muito novo, vai a uma máquina de desejos e pede para ser "grande". No dia seguinte, surpreendentemente, ele se vê transformado num adulto de trinta anos, que assusta até sua própria mãe, que, obviamente, não o reconhece e pensa que é um estranho (essa cena, por sinal, é muito engraçada). Quero ser grande foi indicado ao Oscar por Melhor Ator e Roteiro Original.









A Última Tentação de Cristo (The Last Temptation of Christ)


Baseado no romance homônimo do grego Nikos Kazantzakis, publicado em 1951, este filme deu uma indicação ao Oscar à Martin Scorsese como Melhor Diretor, A Última Tentação de Cristo conta com Willem Dafoe no papel do próprio e Harvey Keitel como Judas.
Talvez o mais polêmico filme de Scorcese, este nos propõe uma instigante re-concepção da vida de Cristo não à luz das suas virtudes divinas, mas sim das suas inconfessáveis fraquezas humanas




Uma Cilada para Roger Rabbit (Who Framed Roger Rabbit)


Baseado no romance Who Censored Roger Rabbit?, de Gary K. Wolf , O filme combina o uso de animações e atuações convencionais, e destaca-se no elenco Bob Hoskins, Charles Fleischer, Christopher Lloyd, Katheleen Turner e Joanna Cassidy. O filme se passa em Hollywood, em 1947, onde os personagens de desenho animado co-existem e interagem naturalmente com os seres humanos. O filme conta a história de Eddie Valiant, um detedive capturado em um mistério que envolve Roger Rabbit, um famoso astro dos desenhos animados acusado de homicídio. O filme, na premiação norte-americana, venceu nas categorias Melhor Montagem, Melhores Efeitos Especiais e Melhores Efeitos Sonoros. Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia e Melhor Som.


terça-feira, 22 de junho de 2010

Um pouco mais sobre (o nosso) patriotismo

Um sujeito chamado Samuel Johnson, inglês que viveu no século XVIII, disse certa vez que "o patriotismo é o último refúgio de um canalha". É provável que você já tenha ouvido essa frase antes, frases de efeito são repetidas por aí com muita frequência, mesmo por quem não entende muito bem o que elas signifiquem de fato.

Sim, fronteiras são linhas imaginárias. Elas nada significariam se nós não acreditássemos nelas. É evidente as diferenças culturais que cada povo tem. No entanto, nos achamos tão diferentes (no sentido de ser melhor e pior) um dos outros porque pensamos que somos.

O patriotismo nada mais é do que um sentimento de pertencimento à algum lugar ou algum grupo. As fronteiras dos países não são obra da natureza e não estão onde estão desde que o mundo é mundo. Elas foram criadas pelos homens, homens estes que tinham interesses diversos à defender. E é através desse sentimento, por exemplo, que um governo convence seus homens a lutar numa guerra que, provavelmente, não trará nenhum beneficio direito a ele.

Um bom exemplo para ilustrar meu argumento é um belíssimo filme chamado Feliz Natal (Joyeux Nöel,2005). Na Primeira Guerra Mundial, que foi uma guerra de trincheiras, alemães, franceses e escoceses fazem um trégua por causa do dia de natal. Quando entram em contato uns com os outros descobrem que todos deixaram entes queridos em casa e que já viram amigos morrerem. Acabam, por fim, percebendo que tem mais em comum uns com os outros do que com àqueles que lhes enviaram em guerra e que aqueles interesses pelo qual lutavam não eram os seus próprios.

O patriotismo é sim um refúgio de canalhas, pois usa-se esse sentimento em nome de interesses de poucos, em nome de dinheiro e poder, em nome de controle social. O patriotismo é uma arma da sociedade moderna em benefício das classes dominantes. Mas o patriotismo não é o único refúgio dos canalhas, não. Sei sim que tem muita gente por aí que camufla seus preconceitos em argumentos religiosos, por exemplo. Mas isso é assunto para outro dia!


Nós, brasileiros, não somo patriotas. A construção do nosso sentimento de pertencimento foi um pouco estranha, na minha particular opinião, mas deu certo. Porque não sendo nada patriotas, não sendo pessoas socialmente ativas e ligadas ao conhecimento somos facilmente alienados. Estou errada?!

Somos simpáticos com estrangeiros, mas violentos uns com os outros. Não reivindicamos nossos direitos porque costuma dar muito trabalho. Ainda jogamos lixo no chão, mijamos na rua e não economizamos água porque não temos noção de deixar um legado.

Contudo, de vez em quando, é bom lembrar que fazemos parte da mesma coisa, né? Para manter a coisa integrada! Aí a gente se junta e esquece que toma ônibus lotado e que o nosso governo é corrupto por nós também somos (levamos papel sulfite do nosso local de trabalho para casa - e nos achamos muito espertos! Então nós nos fantasiamos e passamos uma semana pulando carnaval! Eba! Posso avacalhar e lavar a alma!

Ou então, de quatro em quatro anos, penduramos bandeiras por todo o canto e, alguns, até se emocionam com o hino!! É claro, gostamos de futebol e nos orgulhamos de praticar bem esse esporte (que, pessoalmente, também gosto muito). Então mandamos nosso exército canarinho lutar nos gramados! E somos exigentes! Queremos vitórias, goleadas! E se ela não vier, o país ficará com cara de velório uma semana e as bandeirinhas vão sumir. E a vitória vier o país vai se embebedar! Viva! É corinthiano e palmeirense se abraçando!

De qualquer maneira isso tudo passa, as bandeiras somem e vamos voltar a nos desprezar com a volta do brasileirão. O nosso patriotismo vai embora junto com a Copa. Recolham as bandeirinhas, rápido!

Eu também não sou patriota. Não me acho melhor que os argentinos, nem que ninguém. Nós somos diferentes, mas não melhor ou pior. Mas acontece que, enquanto o mundo me tratar como uma brasileira eu vou me comportar como tal. E vou me comportar como tal todo dia. Não só até julho.

Porque ser brasileiro não é gostar de futebol, bunda, samba e carnaval. Ser brasileiro é respeitar as pessoas, é ser gentil, é pensar na educação das crianças. É acreditar na educação. É pensar bem antes de votar no menos pior. Porque votar no menos pior ainda não é bom. E isso é preciso se fazer todo dia. É preciso ser brasileiro todo dia. Mais do que isso. É preciso ser humano todo dia.
Meu caro colega aqui já disse, mas vou enfatizar: a questão não é menosprezar o futebol. A questão é não deixar de pensar por conta disso.
Vale lembrar que em outubro tem eleições. É um bom momento para se sentir brasileiro. Não é tão divertido quanto a Copa, mas decidir quem governa sua vida é mais importante do que o hexa!
Abraços!

sábado, 12 de junho de 2010

Patriotismo de quatro em quatro anos


Ah a copa do mundo... a união de todas as nações em torno de um esporte, o sentimento de pertencimento exagerado para todos os lados, bandeiras nos carros, indignação com a escalação, alegria na hora do gol e a tristeza na hora da desclassificação.

Muito bem, 2010 chegou, e já passou metade dele, finalmente é hora de começar o maior evento esportivo do mundo ( será mesmo??). Parece que em ano de copa do mundo, no Brasil tem carnaval o ano todo, por que não se fala de outra coisa, até a convocação, a pergunta é quem serão os escolhidos para representar a nação, e o lobby pra se levar esse ou aquele é sempre irritante, depois da convocação é pra saber quais jogadores serão os titulares e a torcida pra ninguém importante se machucar e deixar a copa (e cuidado por que a bruxa tá solta nesse quesito).

Uma das coisas interessantes de copa do mundo são os álbuns de figurinha, a coleção é um negócio bem particular, trocar as figurinhas é que é o divertido, e ter o álbum completo é a sensação de dever cumprido, mas tem coisa que já é exagero, eu vi uma reportagem de uma mulher que tinha completado 18 álbuns, veja bem, eu não estou censurando ninguém, eu mesmo ainda estou tentando completar o meu, a única coisa que me espantou foi ver a febre que isso se tornou, no meu caso pelo menos eu decidi comprar pra completar algum álbum na minha vida, já que esse é um evento inédito pra mim.

Claro que acompanhar a copa do mundo é legal, pelo menos pra quem gosta de futebol, e quem não gosta vai aproveitar a festa que se faz em volta dela. É legal de ver também que pela primeira vez esse evento está sendo realizado em solo africano, isso por si só já é um motivo para torcermos para que o evento seja um sucesso e transcorra sem nenhum incidente. Se uma seleção africana ganhasse então seria uma experiência incrível.

Mas o que nós devemos refletir realmente é sobre o impacto que esse evento tem em nossas vidas, que vai além de um evento esportivo qualquer. Infelizmente isso passa a guiar as nossas vidas querendo ou não, por que mesmo que você não goste, a grande maioria das pessoas gosta, e não realizará nenhuma atividade produtiva por pelo menos umas 4 horas e meia em dia de jogo do Brasil (estou contando também o pré e pós jogo). Se isso não é um desperdício de tempo é no mínimo um desperdício de neurônios que deveriam trabalhar em prol de algo melhor do que simplesmente futebol.

Mas você vai argumentar que eu não gosto de futebol e por isso eu estou descendo a lenha na copa do mundo. Muito pelo contrário, eu adoro futebol, eu assisto aos programas de debate do assunto no domingo de noite e na hora do almoço durante a semana. Eu realmente gosto muito de futebol, mas só até o ponto que ele me faz bem, que serve como um divertimento e um entretenimento, a partir do momento que pode causar desentendimentos, esquece que eu tô fora. Isso por que muitas pessoas não entendem o prazer de simplesmente torcer e extravasar suas frustrações de um modo saudável e fazem disso um motivo para tentar impor o terror e a falta de valorização do próximo, de tentar tirar vantagem de tudo, mesmo que pra isso tenha que passar por cima de outros indivíduos tão brasileiros quanto ele próprio.

Talvez resolvam apelar pro meu lado brasileiro, dizendo que todo brasileiro tem que torcer pra nossa seleção canarinho independente de qualquer coisa, por que esse é o país do futebol, e não podemos deixar ninguém se igualar no número de títulos, porque a maior honra de ser brasileiro é ser PENTA CAMPEÃO do mundo nessa porra de esporte certo??? ERRADO!!!!!!!!!

Enquanto a massa afetada pelo pão e circo proporcionado pelo espetáculo da copa, coloca bandeirinhas no carro ou na sacada de casa, enquanto todos se preocupam que horas vamos sair do trabalho ou da escola pra ver o bendito jogo do Brasil, enquanto todos estiverem roendo suas unhas, arrancando cutículas e fios de cabelo (tricotilomania), enquanto estiverem tão apreensivos com uma falta contra ou a favor o Brasil, mesmo comemorando uma vitória ou amaldiçoando uma derrota, A VIDA CONTINUA! Isso tudo continua sendo somente futebol, que está lá pra isso, nos divertir e não despertar ódio ou violência.

O verdadeiro significado de ser patriota não é saber o hino de quatro em quatro anos, ter uma bandeira a mostra,pintar as ruas, ou vibrar com cada lance dos jogadores, por que quem não tem o que comer, ainda passa fome durante a copa, a violência ainda continua nas ruas, os políticos corruptos ou patrões ainda roubam e te exploram durante copa e ninguém faz algo a respeito, por que é época de copa e todos somos brasileiros iguais, torcendo para mesma seleção, sem más intenções. Doce ilusão!!

Então, se é pra ser patriota que sejamos em tempo integral, por que existem muito mais coisas pra se orgulhar nesse país além do futebol. Como nossas belezas naturais que compõem uma paisagem linda e diversificada capaz de proporcionar uma riqueza invejável, somos um país de pessoas perseverantes com capacidade de se reerguer a cada revés da vida e enxergar na maioria das vezes alguma coisa boa nos acontecimentos.

É bom sabermos o valor do nosso país, em todos os sentidos e não somente no futebol, é bom sermos patriotas e torcermos pelo Brasil crescer e vencer SEMPRE e não somente no Futebol.

domingo, 6 de junho de 2010

Por que todo mundo acha que sabe de História?


Muito se debate com relação a funcionalidade da História, já que muitas pessoas não conseguem ver a importância dessa ciência/arte para o desenvolvimento do ser humano dentro do seu próprio senso crítico e da formação de sua personalidade. A História não se resume a personagens e datas, mas é tão abrangente dentro dos seus processos que pode tratar dos assuntos mais variados possíveis, como por exemplo, as mentalidades de uma época e como elas influenciaram sua própria época ou a própria realidade política ou econômica. O que eu quero dizer com isso? Que todo mundo deveria aprender a interpretar os fatos históricos, mesmo aqueles que são exclusivamente pessoais, para conseguir tirar proveito de cada uma dessas experiências da maneira devida, em tudo que se vive é possível aprender alguma coisa.

Não é raro de se ver a História sendo tratada como somente uma curiosidade, que não vai servir para mais nada além de satisfazer uma parte sua que necessita de respostas verdadeiras. Infelizmente todos têm essa necessidade, uns mais aflorados do que outros. A necessidade de uma resposta definitiva é comum, mas nem tão importante assim, a vida passa longe das certezas e o importante também é a observação e aprendizado analisando cada um desses fatos com o já citado senso crítico.

Muitas vezes, já aconteceu comigo, de travar discussões épicas a respeito de fatos históricos que alguém julga saber uma versão definitiva e não aceitando novas idéias de maneira alguma, comprometendo a apreciação do fato de maneira mais imparcial. Nesses casos acho que não vale a pena tentar colocar juízo nessas cabeças afetadas, por que é difícil mudar certas coisas, e quando a própria pessoa não quer mudar, é uma tarefa ingrata e quase impossível.
Então por que as pessoas sempre acham que sabem História? Exatamente por que julgam a História como uma coisa acabada e sem futuro, como a ciência do passado que só se encontra em museus. Desvalorização dos profissionais da História já é algo antigo, desde que resolveram contar a versão “oficial” da História Brasileira com D. Pedro I(com a cara do Tarcísio Meira) proclamando a independência em cima do seu cavalo branco e esquecendo e minimizando outras perspectivas que poderiam e deveriam contribuir para a formação da nação.

Uma convenção comum é colocar o Brasil como um país de festa e que povo é sempre amigável, que acolhe bem a todos os tipos de pessoas, ledo engano. Nosso belo e “exemplar” país foi forjado à custa de muitas vidas sim, por que não ?? Só por que nossa independência foi acordada entre Inglaterra e Portugal? Mas os que as pessoas esquecem é que o Brasil está muito longe de ser somente a Região Sul e Sudeste, o Nordeste é repleta de revoluções e revoltas, insurreições e protestos. Nosso povo é guerreiro e heróico sim como gosta de bradar nosso glorioso hino, mas resolveram por bem colocar na cabeça brasileira que somos todos de um povo de “boa fé” e pacato, quando não somos os malandros com um “jeitinho” pra tudo, certo Sr. Walt Disney? Essa simplificação da História é o que contribui pra todo mundo achar que conhece o ofício sem nenhuma estudo aprofundado.

O primeiro passo para esse projeto de alienação coletiva e popular é a desestabilização da própria História Nacional, com menos aulas de humanas na grade curricular. Que é importante saber matemática e português não há dúvida, mas história também faz parte da nossa vida e do cotidiano.
Não é fácil compreender a complexidade dos fatos históricos, não é somente ler um livro didático e achar que está totalmente inteirado do assunto, e que consegue visualizar totalmente as várias camadas do acontecido. É preciso muito estudo e reflexão, por que ao contrário de publicações que se dizem super interessantes e somente apresentam constatações superficiais e por muitas vezes óbvias, os Historiadores se empenham na pesquisa de documentos de época e estudos contemporâneos para chegar perto de uma conclusão.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Show do Mudhoney

No final de semana de 22 e 23 de maio, aconteceu a virada cultural paulista. Com vários shows e atividades culturais em cidades da grande São Paulo. Uma semana antes acontecia a virada na capital do Estado.

Entre as apresentações que podemos destacar são: Mano Chao em Santos, Cat Power em Jundiaí , mas o que me chamou a atenção realmente foi o Mudhoney em Mogi e São José do Rio Preto. Vale lembrar que essa banda me chamou a atenção pelo estilo de música desenvolvido por eles, que me agrada muito mais do que os outros artistas supra citados.

Então vamos lá, o Mudhoney junto ao Pearl Jam são os últimos remanescentes com expressividade do movimento musical dos anos 90 de Seattle também conhecido com o Grunge, então isso já torna a apresentação dessa banda imperdível, pelo menos pra mim. Mesmo tendo assistido o shows deles em 2005 quando eles abriram a turnê do mesmo Pearl Jam no Brasil , eu tinha que ver mais uma apresentação, já que só a abertura não fazia jus a tudo que eles podem fazer.

Sábado dia 22 de maio era a grande oportunidade, já que eles tocariam de graça em Mogi das Cruzes, tudo que era preciso fazer era garantir a locomoção pra lá e companhia uma vez que assistir shows é sempre mais legal com amigos. Resolvida as questões burocráticas com dois amigos e um GPS pra garantir a chegada no destino através da grande metrópole que a cidade de São Paulo é, lá fomos nós cruzando e desbravando territórios nunca antes vistos por nós.

O som ambiente no carro era bem propício com o My brother the cow” do próprio Mudhoney, o problema é que ele já estava tocando a segunda vez e não parecíamos estar chegando o caminho parecia que se multiplicava ora em longas avenidas, ora em ruas estreitas e escuras. Tinhamos até a meia noite pra chegar na cidade e achar o local do show, o que não deveria ser muito difícil, já que a cidade não é tão grande e o show não é pequeno ( quero dizer que era em local aberto).

Bom, passado apenas 10 minutos da meia noite, nós já estávamos parando o carro e seguindo o som sujo das guitarras e a voz estridente de Mark Arm em direção a avenida cívica no centro de Mogi das Cruzes. Realmente, o que me surpreendeu foi a quantidade de pessoas que estavam lá, e visivelmente não eram só habitantes da cidade. Tudo bem que a banda anterior era o Autoramas, mas até que estava bem cheio, nada que se diga que chegou a 15 mil pessoas, mas o que eu quero dizer é que não era um público pequeno a ponto de constranger a banda.

Mais uma vez eles provam que ainda tem muita força no palco, com riffs poderosos e pesados, tocando todas as músicas que a platéia queria ouvir desde “touch me i´m sick” até “you got it” e “Blinding Sun”. Realmente foi um show completo para quem gosta de hardrock, ou alternativo, cada um decide como quer chamar, segundo o próprio Mark Arm “grunge” é uma maneira de descrever um som mais sujo/lamacento, o importante é e sempre foi a música. Com direito a bis e tudo mais eles proporcionaram um show de primeira grandeza e qualidade.

Essa foi a quarta passagem do Mudhoney pelo Brasil, estavam promovendo o seu último álbum de estúdio “The Luck Ones” de 2008. Mesmo estando na estrada a mais de 20 anos o Mudhoney deixa visivelmente claro que estão no ramo da música para se divertir e proporcionar diversão, talvez seja esse um dos motivos que eles ainda tocam e fazem turnês mesmo as pequenas, mas com uma vitalidade de dar inveja.

Prova disso é que eles mesmos não achavam que chegariam tão longe, estavam mais preocupados em tocar com os amigos, o próprio Mark Arm trabalha na gravadora SUBPOP até hoje. No departamento artístico? Não, é gerente de estoque.

Além dos shows da virada cultural , o Mudhoney 22 e 23, tocou na sexta dia 21 de maio na Clash Club.

Set List:

The Money Will Roll right in I`m Now
The Lucky Ones
Next Time
Inside Out
You Got It
Suck You Dry
Oblivion
Blinding Sun
Inside Job
Sweet Young Thing Ain't Sweet Anymore
Let it Slide

Judgement, Rage, Retribution & Thyme Good Enough
Touch Me I'm Sick
This Gift
FDK
Hard on For War
When Tomorrow Hits
'N'Out of Grace

Hate The Police

sábado, 24 de abril de 2010

Especial Cinema 1987

Olá! Embora esteja atrasada, aqui vai a listinha dos filmes mais marcantes de 1987:


Os Intocáveis (The Untouchables, EUA)
Direção: Brian de Palma
Elenco Principal: Kevin Costner, Robert DeNiro, Sean Connery, Charles Martim Smith, Andy Garcia.

O filme é ambientado em Chicago, nos anos 30 - logo após a grande crise econômica de 1929 - e conta a história do agente Eliot Ness (Kevin Costner) que recruta um pequeno time de corajosos homens para tentar acabar com o império do gângster Al Capone (Robert DeNiro).
Por sua interpretação, Sean Connery levou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, em 88.



Namorada de Aluguel (Can't Buy Me Love, EUA)
Direção: Steve Rash
Elenco Principal: Patrick Dempsey, Amanda Peterson, Courtney Gains, Tina Caspary e Seth Green.


Sim, uma comédia romântica na minha lista! Namorada de aluguel conta a história de Ronald Miller (Patrick Dempsey) que era um nerdinho que sempre sonhou em ser o popular do colégio. Ronald consegue realizar seu "sonho" quando a linda e popular Cindy Mancini (Amanda Peterson) está precisando de dinheiro e acaba aceitando grana para que finja ser namorada do moço. Todo esse monte de clichês e estilo norte-americano acabam sendo bem aproveitados e o filme fica bem engraçadinho, especialmente no baile de formatura onde Ronald "lança" a dança do tamanduá africano. Veja aí!







La Bamba (La Bamba, EUA)
Direção: Luis Valdez
Elenco Principal: Lou Diamond Phillips, Esai Morales, Rosanna DeSoto e Elizabeth Peña.

Richard Steven Valenzuela, o Ritchie Valens, marcou o final da década de 50 com uma carreira meteórica, receada de sucessos inclusive a canção que intitula o filme La Bamba, que você pode até não gostar, mas já ouviu inúmeras vezes. Valens era descendente de mexicanos e fez muito sucesso nos EUA (e estamos falando da década de 50). Sua carreia foi encerrada num acidente de avião, em 1959, que tirou sua vida e de outros astros do rock da época: Buddy Holly e Big Bopper.








*O Milagre Veio do Espaço (*batteries not included, EUA)
Direção: Matthew Robbins
Elenco Principal: Hume Cronyn, Jessica Tandy, Frank McRae, Elizabeth Peña, Michael Carmine.

Bem familiar, O Milagre Veio do Espaço conta a história de alguns moradores de um prédio antigo que devem sair do local para que o lugar seja demolido. Cinco inquilinos decidem não sair e uma gangue é contratada para retirá-los de lá de algum jeito. E é aí que criaturas extra-terrestres eletrônicas aparecem. As personagens sofridas e as criaturas do espaço esperançosas fazem uma trama levada no bom humor e despertam uma certa compaixão em quem assiste.




Nascido Para Matar (Full Metal Jacket, EUA)
Direção: Stanley Kubrick
Elenco Principal: Matthew Modine, Alam Baldwin, Vincent D'Onofrio, R. Lee Ermey e Dorian Harewood
Kubrick nos leva a entrar no mundo do exército que treina seus recrutas de forma fanática e sádica para transformá-los em máquinas de guerra, para combater no Vietnã. Após serem transformados em fuzileiros, ficam desumanizados e vão para o horror da guerra. Foi o penúltimo filme de Kubrick e é, ao lado de Platoon e Apocalypse Now, considerado um dos melhores filmes sobre a Guerra do Vietnã. Foi indicado ao Oscar na categoria Melhor Roteiro Adaptado, pois é baseado no romance de Gustav Hasford, The Short Times.

É claro que toda lista é lá meio tendenciosa. Esta tende para os filmes que, pessoalmente, aprecio mais. Porém, outras películas do ano em questão também merecem ser citadas: Arizona Nunca Mais, Garotos Perdidos, Império do Sol e A Festa de Babette.